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29 janeiro, 2011

Flores ocultas


encaro a estrada
de frente
mastigo pedras
rumino a faca entre os dentes
fere-me o peso do aço
acumulado
                                                                                                                   obsoleto
das correntes me desfaço
escondo-me nesse oceano deserto
esqueço
                     adormeço
                                              morro

retorno
retrocedo aos laços do retrato
reflexo no espelho que reavivo
recomeço

na manga
uma outra carta

 

2 comentários:

  1. O retrato que marca
    Como face acorrentada.

    Belíssimo, teu poema e o espaço

    Bjo.

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  2. Gostei do modo como escreveu o poema!

    bjs

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