
acenando-me
como roupas no varal
há palavras
dormindo comigo
embaixo do travesseiro
perturbam
o meu sono
entram
pelos meus ouvidos
cutucam
o meu ego
gritam
no meu pesadelo
há palavras
no tapete
embaixo do meu chinelo
gemendo,
gemendo
querendo sair
há palavras
nas conversas
inversas
na contra mão
as palavras
esperam,
anseiam
que eu rompa
o silêncio
e deite
no próximo vazio
o poema
Adorei! Muito linda!
ResponderExcluirBeijos