
benzedeira
tinha um sol na boca
que escancarava luminosidade
Cheia de chamego
com o seu Dego
rapazinho feito
tomava leite com café
na mamadeira
escondido embaixo da toalha de plástico xadrez
que cobria a mesa de madeira crua
encardida pelo tempo e gordura
No fogão a lenha
caçava as brasas acesas
para benzer um quebranto
... Não sei onde deixei minhas
chaves
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