Há muito tempo minha imaginação não se adiante no tempo, criando seus sonhos e me fazendo feliz. Há muito tempo ela não bate asas...
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20 agosto, 2011
04 agosto, 2011
Sutil
desapareceu no ar feito fumaça
fumegante inspiração de meus poemas
vida que passa vazia
vazia a rua
só o negro véu
que embaça a falta de você
nebulosa
ausência que aumenta
aumenta a saudade do que não foi
no vazio imenso
meu olhar procura em desespero
a imagem de um amor suspenso
adiei você para eternidade
descondensou no ar sem dizer adeus
03 agosto, 2011
Não sei mais falar de amor
entojada da temática
sem dialética
cansada de minhas poesias
patéticas
não quero mais falar de amor
não quero assistir a noite virar dia
enquanto você não chega
enquanto você não chega
cochilo, vacilo
entrego-me ao sono no sofá da sala
em meio ao pesadelo você bate a porta
levo o que resta de minha noite
e o meu travesseiro para a cama
é o tempo de tomar seu banho
lavo do rosto a noite mal dormida
e enfrento o dia enquanto você dorme
não sei mais falar de amor
só sei te esperar porque te amo
21 julho, 2011
12 julho, 2011
Entrega total
Uma pequenina esperança me leva até você.
E enquanto me agarro a ela, minhas forças se esgotam, me deixando levar.
E enquanto me agarro a ela, minhas forças se esgotam, me deixando levar.
Não planejo meu futuro, não faço plano!
Coloco-me em tuas mãos, pedindo proteção!
Já não teço mais aquela armadura racional,
Que me dava a sensação de ser firme como uma rocha.
Já não busco aquele mundo de emoção.
Procurando em cada olhar, em cada pessoa.
A emoção está em mim e ela me vem à toa!
Se é sonho ou realidade; já não procuro saber.
Não sei se há muita diferença entre sonhar ou viver!
A felicidade pode estar num sonho...
E um sonho pode ser tão real enquanto vivido,
Quanto a tudo que é real e não faz sentido!
O que não faz sentido é ilógico, porém excitante,
O ser humano é excitante por isso é ilógico!
Perco-me na busca da verdade;
Embaraço-me em minha complexidade!
Deixo-me vencer por você!
Coloco-me em tuas mãos, pedindo proteção!
Já não teço mais aquela armadura racional,
Que me dava a sensação de ser firme como uma rocha.
Já não busco aquele mundo de emoção.
Procurando em cada olhar, em cada pessoa.
A emoção está em mim e ela me vem à toa!
Se é sonho ou realidade; já não procuro saber.
Não sei se há muita diferença entre sonhar ou viver!
A felicidade pode estar num sonho...
E um sonho pode ser tão real enquanto vivido,
Quanto a tudo que é real e não faz sentido!
O que não faz sentido é ilógico, porém excitante,
O ser humano é excitante por isso é ilógico!
Perco-me na busca da verdade;
Embaraço-me em minha complexidade!
Deixo-me vencer por você!
Insalubridade da alma
o quarto cheio de fumaça
noite através da vidraça
que chamava pelos pingos da chuva
como algo que viesse lavar
noite através da vidraça
que chamava pelos pingos da chuva
como algo que viesse lavar
algo que fizesse chorar
a janela permaneceu seca
a fumaça alojou-se nos cantos do quarto
é onde a gente peca
alojando a alma num canto do corpo
adormece com ele todo torto
sonha que estão te lavando
aos poucos vai se afogando
num pesadelo brutal,
numa agonia total
a fumaça alojou-se nos cantos do quarto
é onde a gente peca
alojando a alma num canto do corpo
adormece com ele todo torto
sonha que estão te lavando
aos poucos vai se afogando
num pesadelo brutal,
numa agonia total
30 junho, 2011
Paranoia
você entrou na minha vida desde que te espero
desde então, sou eu e sou você, nessa vida a dois
homem e mulher enrolados nos lençóis
quando foges e se ausenta te busco com esmero
sentado a sombra de uma mangueira frondosa
te colho no colo de um amor sincero
fantasma a luz do dia senta-se do meu lado
come do meu feijão e dos sonhos mais melados
desde então, sou eu e sou você, nessa vida a dois
homem e mulher enrolados nos lençóis
quando foges e se ausenta te busco com esmero
sentado a sombra de uma mangueira frondosa
te colho no colo de um amor sincero
fantasma a luz do dia senta-se do meu lado
come do meu feijão e dos sonhos mais melados
27 junho, 2011
26 junho, 2011
Um sentir só
quero falar desse nada em minha garganta
de esse vazio sentir que meu peito sustenta
dessa certeza única que meu ser alcança
quebra minhas pernas e me deixa suspensa
com o corpo em dor recostado na mureta
pó perplexo desejando vento pra voar
correr a cruenta jornada ao céu de pureza
ou permanecer poeira presa a vida toda
sedenta, cede ao toque das estrelas nuas
sôfrega sede faz uivar cães na rua vazia
ímpios olhos acusam esse momento vulgar
ímpetos sossegados na vida sem valia
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