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27 agosto, 2015

fechado pra balanço

nada mais cabe em mim
por esses dias de tempo infinito
onde a ausência estica a dor da alma
e o coração no peito aumenta
o  encurtamento do ar

o que dizer de minha partida
levo na mochila
somente a vida
cética


cismo
silêncio

24 agosto, 2015

amo-te inutilmente
desnecessariamente
sem esperar gozo ou
prazer

amo-te apenas
sabendo circunstancialmente
do desamor causado pela negativa
de doar a minha vida

amo-te nas horas vagas do meu celular
mesmo que este amor me sufoque o peito
me roube o ar

amo-te nas horas ocupadas
e nada espero em ti
nem mesmo que saiba 
dessa loucura de amar
sem esperar
 

15 agosto, 2015

venta lá fora
e a trovoada está em mim
eu cantaria uma canção agora
mas há tempos
roubaram meu violão
que diferença isso faz
os sonhos já haviam partido